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Cannabis sativa é o nome dela, conhecida a mais de 5 mil anos, é utilizada tanto para fins medicinais quanto para “produzir risos”. Até o inicio do séc. XX, a maconha era considerada um medicamento útil para muitos males, mas também já era utilizada por alguns como alucinógeno. Em conseqüência a esse uso não medicinal, a planta foi proibida em quase todo mundo ocidental, nos últimos 60 anos.
Mesmo com a proibição, algumas pesquisas recentes, demonstram que a planta pode ter um valor medicinal em duas hipóteses, no tratamento do câncer, onde a substância extraída da planta reduz as náuseas e vômitos produzidos pelos medicamentos anti-câncer e em alguns casos de epilepsia.
Ainda assim, é bom salientar que a maconha trás efeitos indesejáveis a curto e longo prazo ao usuário. Esses efeitos são produzidos pelo THC (tetrahidrocanabinol), uma substancia química fabricada pela própria folha. Então, dependendo da quantidade de THC presente (que pode variar de acordo com o solo, clima, época da colheita, tempo decorrido entre a colheita e o uso, estação do ano) a maconha pode ter potências diferentes, ou seja, pode produzir mais ou menos efeitos. As variações no efeito, também dependem do próprio usuário, o que pode ser suficiente para um, pode “bodiar” outro e ainda “chapar” um terceiro.
Os efeitos produzidos são físicos e psíquicos, na parte física, são pequenas diferenças como, olhos avermelhados, a boca seca e o coração dispara de 60-80 batimentos por minuto para chegar a 120-140 batimento por minuto. Já os efeitos psíquicos dependem da maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma, para uma parte dos usuários, os efeitos são uma sensação de bem estar, calma e relaxamento, uma vontade de rir e diminuição da fatiga. Para outras pessoas, os efeitos são mais desagradáveis: sentem angustia, temor, perda do controle, suadouro e a pessoa fica trêmula.
Há ainda a evidente perturbação na capacidade da pessoa em calcular tempo e espaço, causando um prejuízo a curto e longo prazo na memória do usuário. Sob a ação da maconha, a pessoa fica sem noção de tempo, acreditando que aqueles minutos fumando com os amigos, transformaram-se em horas. Pessoas sob esses efeitos não conseguem, ou melhor, não deveriam executar tarefas que dependem da atenção, bom senso e discernimento, pois correm o risco de prejudicar outros e/ou a si próprio. Como exemplo disso: dirigir carro, operar máquinas potencialmente perigosas.
A longo prazo, os efeitos físicos da maconha começam a tornar-se evidentes, o pulmão já não funciona como o de alguém que não fuma a folha, não é difícil imaginar como o órgão fica depois de suportar toda essa fumaça, que acaba causando uma bronquite e outros problemas respiratórios. Outro efeito físico adverso (indesejável) do uso crônico da maconha refere-se à testosterona. Esta é o hormônio masculino; como tal confere ao homem maior quantidade de músculos, a voz mais grossa, a barba, também é responsável pela fabricação de espermatozóides pelos testículos. Já existem muitas provas que a maconha diminui em até 50-60% a quantidade de testosterona.
Além desses sintomas, muitos outros são diagnosticados de acordo com o desenvolver da ciência. É preciso parar e pensar se vale a pena comprar risadas e pagar o médico mais tarde.
Postado por: Alana Reis
criado por Quarteto J.E.M.A
12:08:55